Avanços Tecnológicos na Saúde

-   Atendimento virtual ao paciente

Com o isolamento social, a comunicação por videochamadas se tornou uma realidade. Com isso, muitas consultas médicas têm sido realizadas pelo atendimento virtual para evitar a contaminação de pacientes em clínicas e hospitais.

A saúde mental também apresentou alta demanda no atendimento virtual. De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, para o período da pandemia, 40% dos entrevistados relataram se sentir tristes ou deprimidos. E 54% deles responderam que se sentiam ansiosos ou nervosos com frequência.

Para atender a essa necessidade, o Conselho Federal de Psicologia ampliou as possibilidades das consultas online sem limite no número de sessões.

-   Inteligência Artificial

O que antes era uma tecnologia distante de relatórios e de tendências agora pode ser aliado ao combate contra o Covid-19. Ferramentas tecnológicas como Inteligência Artificial, Big Data, Computação em Nuvem, Internet das Coisas Médicas (IoMT), entre outros, são alguns dos recursos que podem ser utilizados para encontrar formas de tratamento, evitar a propagação e até a desinformação da população.

No Brasil, a startup Portal Telemedicina desenvolveu um algoritmo de inteligência artificial capaz de identificar a doença a partir de imagens de raios X e tomografias do tórax. Criado com o auxílio da nuvem do Google Cloud, o diagnóstico é complementar aos exames atuais.

Já no portal Entrepreneur, foi apontado que a IA será muito importante no Youtube para moderar vídeos com informações falsas sobre o coronavírus.

-   Internet das Coisas na saúde

Internet das coisas é um conceito que se refere à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet, conexão dos objetos mais do que das pessoas. Em outras palavras, a internet das coisas nada mais é que uma rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados.

Futuramente a expectativa é que a maioria dos objetos de uso comum esteja conectados à rede, dando origem a uma maior comodidade em residências, empresas e locais públicos.

Por exemplo: 

-   Um indivíduo com pressão alta pode usar um relógio para colher e armazenar informações sobre a pressão sanguínea, frequência cardíaca e outros.

-   Cruzamento de dados

Como a própria Organização Mundial da Saúde recomenda, é preciso testar e rastrear o maior de número de casos possíveis para que as pessoas infectadas possam ser isoladas. Onde esse tipo de medida requer o uso de cruzamento de informações em base de dados da Saúde.

A China foi uma das pioneiras no uso dessa tecnologia no combate contra o coronavírus. Por meio de parceria com companhias telefônicas, o governo chinês consegue cruzar as informações dos casos de contaminação com as de lugares onde as pessoas infectadas estiveram.

Em determinados estabelecimento chineses, o indivíduo precisa mostrar o QR Code na entrada. Caso não tenha passado por lugares com foco de contaminação de coronavírus, poderá entrar. Porém, se houver alguma suspeita, será aplicado o teste de detecção da covid-19. Ainda assim, existem preocupações sobre a privacidade dos dados dos usuários depois da pandemia.


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